Locação de veículo pela Holiday Autos/Firefly – Cancún/Playa del Carmen

Imagem: https://www.blog.fireflycarrental.com.mx/
Firefly: Uma das piores experiências que já tivemos.

Em nossa viagem para Cancún/Playa del Carmen, decidimos alugar um veículo, afim de ter maior liberdade durante os passeios. Achamos a opção mais vantajosa, uma vez que a Uber não estava disponível na região e as tarifas de táxi eram astronômicas.

Reservamos um veículo pelo site Holiday Autos, para retirada na empresa FireFLy. Uma das piores experiências que já tivemos.

Quando a Esmola é Demais, o Santo Desconfia…

Já dizia o ditado!

Antes de optar pela locação, pesquisei muito e li vários relatos de pessoas que foram surpreendidas pela obrigatoriedade de contratação do seguro CDW/LDW (seguro básico contra roubo, perdas ou danos causados ao veículo) no México. Como meu cartão de crédito oferecia este serviço, acionei-o junto à Visa e efetuei a reserva on-line por uma oferta bastante atraente, que incluía também o seguro contra terceiros. Porém, minha estratégia acabou não funcionando e uma série de problemas ocorreram na hora de retirar o veículo.

Embora o site indicasse que a locadora ficava dentro do aeroporto, não encontramos se quer um guichê para informações. Até que apareceu uma Van com a logo da empresa e nos levou ao escritório há poucos metros dali. Impresso num papel de A4, o motorista pedia pela famosa propina (a gorjeta dos mexicanos). Solidariamente, catei algum dólar trocado que restava na carteira e deixei na sua caixinha.

Estava um sol de rachar! O prédio, se quer possuía marquise para nos abrigarmos na sombra. Mesmo assim, a Carina decidiu aguardar com as malas no lado de fora, enquanto eu assinava a papelada para retirar o veículo, afinal, seria rapidinho como no Estados Unidos.

Ledo engano! Ali começaria um longo capítulo de uma verdadeira novela mexicana.

A Novela

Apresentei toda a documentação necessária, inclusive a apólice de seguro fornecida pela minha operadora de cartão de crédito. Porém, o atendente se fazia de desentendido e se recusava a liberar o veículo, alegando que o documento não tinha validade.

Eles queriam que eu contratasse o seguro imposto pela locadora, assim como um kit celular que não tínhamos interesse algum. Foram irredutíveis. Disseram que fazia parte do pacote e que se tratava da política da empresa.

Tentei contatar a seguradora AIG, responsável pela emissão da apólice, para tentar resolver a situação. Justamente neste momento, meu celular parou de funcionar. Ingenuamente perguntei na locadora se me emprestariam o telefone para fazer a ligação e tive meu pedido negado prontamente. Eles faziam de tudo para dificultar.

Quando finalmente conseguimos contatar a seguradora, disseram que a locadora poderia sim, recusar o seguro contratado através do cartão de crédito. Simples assim! Serventia nenhuma.

Como desgraça pouca é bobagem, São Pedro também quis entrar na jogada e de repente, o sol que radiava no céu azul, deu lugar a uma chuva de verão. Foi um corre-corre para levarmos as bagagens para dentro do estabelecimento.

A esta altura do campeonato, joguei a toalha e finalmente resolvi pagar pelas exigências que a Firefly fazia para podermos seguir viagem. Mas… pera aí! Cadê minha carteira?

Sim, amigos! Eu havia perdido minha carteira! No mesmo instante, me veio a lembrança do momento em que a tirei do bolso para dar gorjeta ao motorista que nos levou até lá. O pessoal da loja passou um rádio e em poucos instantes o rapaz apareceu para entregá-la de volta. Se ao menos uma coisa poderia ter dado certo no meio de toda essa encrenca, foi ter recuperado a carteira com tudo o que havia dentro.

O Desfecho

No fim das contas, assinei o contrato para liberação do veículo e deixei um calção de MX$8000,00 no meu cartão de crédito, algo em torno de U$420,00, valor superior aos U$237,88 informado pela Holiday Autos, no momento da reserva on-line. Por sorte, havia limite disponível para a transação.

Quando finalmente vieram nos entregar o veículo, outra decepção. Todos os carros estavam em péssimas condições, alguns inclusive, sem placa. Foi nos disponibilizado um Dodge Attitude, desalinhado, com os pneus carecas e um cheiro horrível, ainda assim, o menos pior que havia por lá. Utilizamos o carro todos os dias, receosos que alguma fatalidade pudesse ocorrer devido à falta de manutenção do veículo. Felizmente nos livramos dessa.

Considerações Finais

Apesar dos percalços, acredito que alugar um veículo, ainda seja a melhor opção para quem busca liberdade para se locomover pela região. As estradas são boas e bem sinalizadas. Os motoristas são mal-educados, mas com isso já lidamos por aqui.

O problema mesmo são os policiais. Quando fomos a Chichén Itzá, fomos parados pela polícia rodoviária que fica logo na entrada da Carretera 180, uma das rodovias que levam ao famoso sítio arqueológico. Foram 20 minutos de muita tensão. Fizeram de tudo para nos extorquir, mas acabaram nos liberando a contragosto.  Portanto, toda atenção e cuidado é pouco.

Outro ponto que se deve ter bastante atenção, é na hora que for abastecer. Qualquer distração é suficiente para ser passado para trás. Logo na primeira vez que paramos para encher o tanque, uma pessoa veio puxar assunto. Quando virei para bomba, o valor havia aumentado consideravelmente.

Entregamos o veículo no prazo estipulado pela locadora, sem maiores dificuldades. Do calção que havíamos deixado, nos foi debitado MXN 5228,86, ou U$ 294,37.

Abri um chamado na Holiday Autos relatando a situação e pedindo providências. Me responderam muito tempo depois, dizendo que nada poderiam fazer a respeito. Jamais contrate algo pela Holiday Autos, ou pela FireFly.

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