Trilha da Lagoinha do Leste + Morro da Coroa

A Praia da Lagoinha do Leste é um refúgio localizado ao sul de Florianópolis (SC). Paisagem deslumbrante, intocada pela construção civil e longe das antenas de celulares. Ideal para quem quer fugir da rotina e ficar em plena sintonia com a natureza.

O acesso se dá por meio de trilhas ou embarcações. A primeira opção é a mais utilizada pela maioria dos visitantes.

São dois caminhos que levam até à praia. É possível ir e voltar por cada um deles, ou combiná-los, indo por um e retornando por outro:

A trilha mais longa, tem aproximadamente 4 km, com acesso pela Praia do Matadeiro (situada ao lado da Praia da Armação). A outra opção tem o percurso menor, porém, mais íngreme, possui 2,3 Km e o acesso é feito via Pântano Sul.

TRILHA VIA PÂNTANO SUL

Nós optamos pelo acesso do Pântano Sul e retornamos pelo mesmo caminho. Chegamos ao ponto de partida por volta das 10h40 de uma quarta-feira, após duas horas de congestionamento entre o continente e a ilha. Fomos no início do mês de dezembro, ainda na baixa temporada, trânsito “normal” para um dia útil.

Para quem vai de carro, é possível estacionar na rua, ou em um dos estacionamentos privados ao longo da estrada principal. Os próprios moradores utilizam o pátio de suas casas para oferecer o serviço.


Deixamos o nosso carro no Estacionamento Chico e Marilda

Deixamos o nosso veículo numa dessas residências, no Estacionamento Chico e Marilda, quase no final da rua, casa 192. Pagamos R$ 10,00 pela diária, com direito a banheiro e ducha. O banheiro, diga-se de passagem, estava impecável. Vale ressaltar o capricho e a cordialidade dos anfitriões, que nos deram as primeiras coordenadas para chegarmos à trilha logo mais à frente.

Começamos o percurso por volta das 11h. A rua que dá acesso a trilha possui uma ladeira, que é o primeiro teste de resistência. O caminho é bastante íngreme, porém, bem demarcado e estruturado: troncos e pedras formam os degraus que facilitam a jornada. A maior parte do trajeto é feito em mata fechada.

Fomos num grupo de quatro pessoas com ritmos diferentes. Não havia pressa. Parávamos quando necessário para tomar fôlego, água, ou simplesmente para apreciar a natureza.

É muito importante estar vestindo roupas e calçados adequados para a atividade. Caso queira entrar no mar, vá com trajes de banho por baixo da sua vestimenta e leve chinelos na mochila. Chapéu/boné, óculos de sol, repelente e protetor solar, são muito necessários. Além de lanche e muita água. Não esqueça de levar uma sacola para trazer de volta todo o lixo que produzir.

Na data da nossa aventura fazia muito calor, por isso, bebemos toda a água que levamos. Por sorte, havia uma tenda montada por um morador da região, que permitiu renovar nosso estoque para a volta. O vendedor também comercializava alguns snacks, mas há relatos de que nem sempre ele está por lá. Então é melhor entrar na trilha bem abastecido. Além disso, não há nenhuma outra estrutura na praia, nem mesmo sinal de celular. Somente o que a natureza tem a oferecer.

PS: Existem fontes de água durante o trajeto, mas não chegamos a experimentar.

Após 40 minutos em meio a mata, finalmente conseguimos avistar o mar. A paisagem é maravilhosa, e consegue ficar ainda melhor, quanto mais se aproxima da praia. Paramos por uns 10 minutos em um dos mirantes para apreciar a vista e registrar algumas imagens. Seguimos por mais 25 minutos e finalmente colocamos os pés na areia.

Em baixo de um sol de rachar, nos abrigamos na sombra de uma árvore para comer um lanche e recompormos as energias. Mesmo com tanto calor, faltou coragem para entrarmos na água, não apenas pela temperatura congelante, mas pela violência do mar aberto.

Há uma fonte de água doce que desemboca ali por perto, perfeita para quem quer um refresco ou apenas lavar os pés antes de recolocar o calçado. Nós não resistimos à tentação de pisar na areia e sentir aquela energia.

MORRO DA COROA

No costão direito da praia fica o majestoso Morro da Coroa. O nome, claro, se dá devido à formação rochosa que lembra uma coroa. Basta olhar para entender. Nosso próximo desafio era alcançar o topo.

A subida é ainda mais íngreme, com alguns pontos de escalaminhada. Portanto, é preciso ter habilidade, bom preparo físico e não ter medo de altura. Como não há uma trilha demarcada, algumas vezes é preciso parar e analisar o melhor caminho para seguir adiante.

Em determinado momento, a Carina entrou em pânico. Mas, incentivada pela opinião unânime de quem descia o morro, ela controlou os ânimos. Assim pudemos seguir com nossa escalada para comprovar o que ouvíamos: o esforço vale à pena!

O visual é espetacular! Fomos até a famosa “pedra do surfista” com vista para a lagoa, o mar e as montanhas. Impossível não se encantar. Fui o único a se aventurar sobre ela, mas a sensação de conquista durou até o momento em que as pernas começaram a tremer. Ventava forte e eu me obriguei a voltar engatinhando. Todo cuidado ali, ainda é pouco.

Logo à frente alcançamos o cume, onde tivemos uma visão em 360º de toda aquela maravilha. Sentimos imensa gratidão pelo privilégio de conhecer aquele lugar.

O RETORNO

Iniciamos o nosso trajeto de volta. Antes disso, descansamos mais alguns minutos à beira da praia. Apesar do cansaço, fizemos o retorno em uma hora.

No total foram 6,98km percorridos em 6h30. Terminamos o percurso por volta das 17h30. Seguimos para o estacionamento e tomamos uma merecida ducha. Depois, fizemos um lanche no D’Ruts Açaí, localizado perto da entrada da trilha e pegamos o rumo de casa.

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